[Em Projecto Global], as personagens têm a profundidade emocional de um pneu, com duas excepções: Rosa e Jaime. Com muito pouco, Jani Zhao e Rodrigo Tomás fazem muito. Um brinde aos actores.
Moral da história? A liberdade não tem preço, mas teve um custo: um País politicamente aberto e economicamente travado. Uma inteligência adulta aceita as duas ideias. Cabeças estreitas escolhem a que mais lhes convém.
A Meta decidiu cortar 10% do pessoal. Para quê? Para investir em IA: 135 mil milhões de dólares só este ano. E o reforço em IA provocará novas razias no pessoal administrativo, nos quadros intermédios, em tudo o que vive de rotinas.
Se o estreito de Ormuz continuar o seu bailado macabro, abrindo e fechando ao sabor dos aiatolas, os tecno-saturados terão o privilégio de ver esfumar-se as suas férias em Punta Cana, Ibiza ou no Dubai.
O futuro da raça humana pode bem passar pela expansão espacial. Quem sabe? Precisamente: ninguém. E esse é o ponto. A história da ciência é uma busca sem fim definido, sem solução final clara, aberta a múltiplos desfechos.