Hannibal Lecter, candidato autárquico
Pedro Marta Santos
11 de abril

Hannibal Lecter, candidato autárquico

Ao contrário de Carlos Moedas, Lecter, que cita os clássicos de cor, foi administrador da Orquestra Filarmónica de Baltimore e viveu num palácio em Florença, saberia aferir a beleza venusiana de Monica Bellucci aos 56 anos.

SE HANNIBAL LECTER TIVESSE nascido, não no Nordeste da Lituânia mas no Seixal, daria um óptimo candidato autárquico. As escolhas das concelhias do PSD para as Câmaras da Amadora e de Portimão reforçam esta probabilidade. Senão vejamos: a doutora Suzana Garcia, comentadora de assuntos criminais na TVI, foi a candidata sugerida pelas bases para ir a votos na Amadora. Ora, Lecter é um reputadíssimo criminologista, que não se fica pela teoria – ele ajudou o FBI a capturar vários assassinos em série. Hannibal é um homem de acção. Não se limita a defender a castração química dos pedófilos como a doutora Garcia. Desfigura-os e torna-os paraplégicos, eliminando a hipótese de reincidência (perguntem a Mason Verger, o multimilionário pedófilo que Hannibal enfiou numa cadeira de rodas). Pouca gente sabe que Lecter tem um dedo médio extra na mão esquerda (uma anomalia anatómica chamada polidactilia): é o dedo para a política. O facto de ser um serial killer não deve constituir um handicap. Uma das qualidades fundamentais de um político é o killer instinct.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui
Opinião Ver mais