As correntes socialistas nos primeiros 50 anos do século XIX tinham todas em comum a ideia de que o liberalismo não chegava para resolver os problemas sociais. Na verdade, o socialismo é posterior ao liberalismo e cresceu da verificação das suas insuficiências para criar uma “justiça social”.
O socialismo como corrente ideológica e política cresceu na Europa como reacção ao mundo do laissez faire, laissez passer, nos momentos iniciais da revolução industrial, com todas as violências que lhe estão associadas: trabalho infantil e das mulheres em condições degradantes, inexistência de quaisquer mecanismos de protecção social, horários de sol a sol, fábricas insalubres e populações que vinham dos campos amontoando-se em casebres (como os das nossas "ilhas") sem as mínimas condições. Os primeiros socialistas foram também os primeiros a documentar a "condição operária" e a tentar, muitas vezes de forma filantrópica, melhorar as condições de trabalho, como fez Owen. Marx e Engels consideravam estes esforços "utópicos", propondo uma teoria "científica" da economia e da sociedade capitalista, mas as correntes socialistas nos primeiros 50 anos do século XIX tinham todas em comum a ideia de que o liberalismo não chegava para resolver os problemas sociais. Na verdade, o socialismo é posterior ao liberalismo e cresceu da verificação das suas insuficiências para criar uma "justiça social". Muita água correu debaixo das pontes do socialismo e do liberalismo, e quer um quer outro mudaram em muitos aspectos. A experiência do marxismo e, depois, do comunismo levou à fractura com o socialismo democrático, a social-democracia. O mesmo aconteceu com o liberalismo, que nas suas formas mais extremas se tornou muito minoritário e, quando foi influente, conduziu a desastres consideráveis como a relação dos economistas da escola de Chicago com a ditadura chilena e a experiência dos seus discípulos na ex-URSS, com os vouchers cujo papel na criação dos novos oligarcas russos foi fundamental.
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