Sábado – Pense por si

José Pacheco Pereira
José Pacheco Pereira Professor
23 de dezembro de 2021 às 08:00

Corporativismo e populismo...

Não há propriamente nenhuma crítica ao governo e ao PS que Rio não tenha feito, o que não fez foi aos berros e de forma excessiva, ou seja, perdendo a razão em troca dos decibéis.

...dá justicialismo, uma das formas mais perigosas de intervir na vida pública nos dias de hoje. Há profissões que, pela sua posição no estado democrático, gozam de privilégios especiais, uma das quais é ser juiz. Muito bem. Mas isso não significa que os magistrados, juízes e Ministério Público não tenham uma posição sobre a sua própria profissão e sobre a política. O problema é quando se juntam privilégios especiais de autonomia e comportamentos politicamente motivados. O primeiro desses comportamentos é a tendência para confundir os seus poderes e funções legais com um especial corporativismo, que excede os poderes legítimos e provoca entorses na administração da justiça. Nenhum poder em democracia é intocável, embora o corporativismo se apresente como tal, justificando todos os procedimentos e decisões como sendo indiscutíveis e aceitáveis, mesmo quando são perversões da justiça. A sistemática violação do segredo de justiça é um dos casos, em que se usa a opinião pública como sendo um pré-julgamento que está para além do direito e da lei. A combinação do corporativismo com o populismo, a vontade de agradar ao "povo" das redes sociais e da opinião de café, é destrutiva da democracia e está longe de ser eficaz na luta contra a corrupção e o abuso dos poderes na política. Pelo contrário, deixa escapar, por incompetência ou desleixo, muitos casos que mereciam ser julgados como crimes, e depois usa alguns casos mediáticos como sendo "exemplares". Pelo meio há uma extensa cópia de abusos do poder e do direito e de verdadeiras injustiças. 

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