Sábado – Pense por si

José Pacheco Pereira
José Pacheco Pereira Professor
10 de fevereiro de 2022 às 14:00

A quem atinge mais a maioria absoluta do PS?

As causas fracturantes já se esgotaram, e onde há surtos de radicalismo, como no anti-racismo, ou no policiamento da linguagem, uma parte dos eleitores do BE não alinha naquilo que considera excessos. Não vai ser fácil sair do buraco onde se meteram.

Sem dúvida que ao Bloco de Esquerda, mais do que ao PCP. Os factores de crise no PCP já se vêm a verificar há muito tempo. É uma crise estrutural, que o reduziu a um núcleo duro de eleitores, do qual dificilmente sairá, apesar das tentativas de "juventude" que tem sido uma característica da acção organizativa do partido nos últimos anos. O PCP tem consciência do envelhecimento da sua base social, atingida mais do que nunca pela desindustrialização da economia, pela terciarização dos seus territórios fundamentais de influência e pelo desgaste do seu discurso. Isso não significa que o PCP não tenha ainda uma área de influência considerável, que é o movimento sindical. Perdidas muitas posições autárquicas, é para os sindicatos da CGTP que se voltará o PCP, e aí a maioria absoluta pode trazer factores de mobilização, até porque o PS irá fazer uma variante da política de austeridade.

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