Tiros de aviso
Nuno Rogeiro
01 de fevereiro

Tiros de aviso

Não vale a pena o ralhete “eu bem vos avisei”. Mas apetecia. Não vale também a pena a lavagem: “Já passou, agora é andar em frente.” A verdade é que há muitas contas a fazer, e a ajustar

Nada se ganha em fingir que esta eleição não foi uma catástrofe política, temperada por acessos de boas notícias.
Algumas verdades, primeiro.

Só votaram 40% dos inscritos. Embora tenha havido presidenciais com menos de 50% de eleitores, inclusive em 2001 (49,7, 48,7, 45,5), vivêssemos em pandemia e estado de emergência, e estivessem previstas taxas de não participação superiores a 70%.

No entanto, este descalabro fica a dever-se, na totalidade, aos erros imperdoáveis dos partidos parlamentares, e da sua emanação executiva.

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