Os escravos dos algoritmos
Margarida Davim Jornalista
17 de novembro

Os escravos dos algoritmos

Olhar o outro e vê-lo como um de nós é sempre um primeiro passo. Depois, é só exigir para todos aquilo que reclamamos para nós próprios. Até parece fácil, não é?

Os dedos escuros deslizam uma e outra vez. Os rostos cinzentos mergulhados em ecrãs. Os corpos curvados sob o peso de caixas coloridas. São como cegos, agarrados aos fios invisíveis dos algoritmos que os hão-de guiar.

Os segundos valem cêntimos que não se podem desperdiçar. Os dias são um acumular de horas gastas em corridas atrás do dinheiro, que é sempre curto demais.

E se alguma coisa falhar? E se o corpo ceder? A jorna é uma actividade sem rede.

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