Se os advogados de defesa de José Sócrates renunciarem sucessivamente, eternizando o processo neste limbo, não há muito que se possa fazer. Parece mesmo ser um labirinto sem saída e de difícil explicação à opinião pública
Desde novembro de 2025, o processo Operação Marquês tem sido marcado por uma série de renúncias sucessivas de advogados de defesa de José Sócrates. No fim de novembro de 2025, o seu advogado de longa data, Pedro Delille, renunciou ao mandato, justificando a decisão com divergências com o tribunal, alegando que não pretendia integrar um processo que considerava um “simulacro de julgamento”. No início de janeiro de 2026, José Preto apresentou igualmente a sua renúncia, alegando motivos de saúde e dificuldades em assegurar uma preparação adequada da defesa no tempo disponível. Muito recentemente, já em meados de fevereiro de 2026, a advogada Sara Leitão Moreira também renunciou ao mandato, apontando o facto de os prazos processuais fixados pelo tribunal serem excessivamente curtos para que pudesse preparar, de forma eficaz, a estratégia de defesa num processo volumoso e complexo, o que, na sua perspetiva, tornava impraticável o exercício útil dos direitos do arguido. A cada uma destas desistências, o tribunal nomeou um advogado oficioso para garantir a representação do arguido, os quais foram sempre rejeitados por José Sócrates.
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