Teatro de sombras
João Pereira Coutinho Politólogo, escritor
24 de dezembro de 2021

Teatro de sombras

Espero que Rui Rio não chegue à conclusão de que o único resultado verdadeiramente seguro para o PSD é perder por pouco, impedindo assim a demissão de António Costa. Já bastou o que bastou.

VALE A PENA DISCUTIR as listas de deputados? Não vale. São escolhas partidárias, em que o líder manda e a claque vota. Se os eleitores tivessem forma de escolher quem os representa, a conversa seria outra. E, já agora, haveria hipótese de algumas punições exemplares. Cito duas.

A primeira seria para Ana Abrunhosa, a ministra da Coesão Territorial que em 24 horas mudou de opinião sobre os vícios centralistas do governo. "É o mais centralista que o País já teve", disse a dra. Abrunhosa. Para corrigir logo a seguir: ninguém fez mais pela descentralização do País do que o governo a que pertence.

Que uma pessoa possa dizer ambas as coisas com cara séria, já é fascinante. Mas seria ainda mais fascinante se os eleitores de Castelo Branco, podendo escolher os seus representantes, optassem por dar à dra. Abrunhosa um merecido descanso. Há confusão a mais naquela cabeça.

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