Sexo na banheira
João Pedro George
21 de março

Sexo na banheira

Por contrariarem o princípio de realidade, os filmes de Hollywood seguem a regra ditada por John Ford a respeito do Velho Oeste: quando os factos desmentem a lenda, publique-se a lenda.

O sexo na banheira, como diria o filósofo Zygmunt Bauman, é um dos grandes mitos da modernidade líquida.
Já tentaram? É quase impossível. Não há nada mais incómodo e mais decepcionante do que tentar fazer amor dentro de uma banheira.

Debaixo do chuveiro ou no banho de imersão, o sexo nunca descola verdadeiramente. Todos os esforços são inúteis, todas as posições são desastrosas ou votadas ao fracasso.

No espaço finito das banheiras vulgares e correntes, não há sensualidade, não há espontaneidade, não há serenidade, não há sublime estético. Há apenas desgostos e desilusões a respeito dos nossos talentos para o amor carnal.

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