O que não podemos esquecer
Eduardo Dâmaso Director
11 de março

O que não podemos esquecer

Nos lares morreu-se solitariamente e ante a indiferença geral. A mobilização de meios chegou demasiado tarde, deixando progredir a voracidade do vírus e matando 3.750 residentes em lares até ao início deste ano.

Nos próximos meses, as prioridades da agenda política vão estar, compreensivelmente, muito centradas no desconfinamento, na gestão do alívio da situação hospitalar, na vacinação, na necessidade de impedir uma nova escalada do vírus e na recuperação da economia. Esqueçam a Páscoa, concentrem-se na exigência imperiosa de salvar o verão e o resto do ano, tanto por razões de economia como de saúde física e mental coletiva.

Com o tempo e uma previsível melhoria da situação pandémica, o País político tenderá a esquecer muito do que correu mal. E muita coisa correu realmente mal!

A discussão sobre o reforço do Serviço Nacional de Saúde dificilmente sairá da perspetiva contabilística habitual, condicionada pelo orçamento do setor e pela necessidade de o conter em limites admissíveis.

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