Ivo Rosa  e Rendeiro entram  num bar
Carlos Rodrigues Lima Subdiretor
08 de outubro

Ivo Rosa e Rendeiro entram num bar

Ivo Rosa está a caminho de ser declarado santo padroeiro dos pecadores de colarinho branco. Um deles, João Rendeiro, como não caiu na capela do santo, não teve outro remédio senão fugir e procurar um milagre algures no planeta.

O facto é público e notório, logo não carece de alegação, nem de prova: há muito tempo que o juiz Ivo Rosa se tornou na Santa Casa da Misericórdia dos (alegados) pecadores que à sua porta batem, à espera da sua infinita bondade. Tem sido assim. E a todos, o juiz retribui com doses de benevolência, que nem o próprio Criador exibiu, porque, de vez em quando, lá se chateava com o rumo da História e condenava os humanos a suportar umas pragas.

Com Ivo Rosa isso não sucede. Não há grande pecador que entre no seu confessionário e saia lá com uma penitência pesada para os respetivos ombros. O juiz, obviamente na sua independência, parte do preconceito de que o Homem é infinitamente bom por natureza, o Ministério Público é que decidiu, erradamente, como não seria de outra forma, incomodar a sua pacata vidinha, a tal normalidade do acontecer que, para Ivo Rosa, parece ser mais normal do que a própria normalidade.

Isto até poderia ser verdade, mas perante o silêncio do Conselho Superior da Magistratura e até da própria Associação Sindical dos Juízes à contundência do recurso do Ministério Público na Operação Marquês, tudo leva a crer que há, de facto, qualquer coisa de errado com aquele magistrado judicial.

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