Rio e João (um deles), era uma vez uma parábola futebolística
António José Vilela Diretor-adjunto
12 de janeiro

Rio e João (um deles), era uma vez uma parábola futebolística

O treinador social democrata foi fazer uma peladinha, porque sabe que o jogo com o improvisado treinador adjunto comunista não conta grande coisa para chegar a líder do campeonato.

No átrio do edifício da SIC, João Oliveira, um dos treinadores adjuntos recentemente escolhidos por lesão do histórico líder dos jogadores comunistas, foi parco em palavras ao jornalista Mestre. Nem tirou a máscara P2, não fosse o Diabo tecê-las. Medo da Covid, não pareceu. A partida aproximava-se e a tática do clube pequenino tinha de ser preservada. Disse que estava ali para trabalhar, que não se aconselhara com o veterano líder e pouco mais. Pareceu uma estafada conferência de imprensa da bola.

Minutos depois, veio o contentor da equipa grande, aquela que luta para o título. Sem máscara e descontraído, como tem sido seu apanágio em outros jogos, Rui Rio falou da estratégia que ia levar para o terreno, não se percebendo muito bem o que quis dizer com o 4-3-3 que o jornalista Mestre lhe lançou na mini-entrevista de aquecimento. Perguntas em forma de parábola futebolística, com conteúdo alegórico para pregações políticas, é o que é. "Não era este o adversário que estava à espera. Acha que vai ser mais fácil?, atirou de bojarda o jornalista, mas Rio desvalorizou dizendo que "não estava ali para esmagar" (estava a poupar-se para o jogo da Liga dos Campeões com o clube dos socialistas, certamente). Ainda observou que o adversário também não teria esse intuito, e que o que queria era "esclarecer".


O objetivo seria uma espécie de peladinha para manter a forma, porque o jogo com o clube pequenito não conta realmente para o campeonato. Mesmo assim, já em campo, ainda picou o adversário dizendo que as táticas do mesmo eram mais do que previsíveis - "para aí há 100 anos", vincou sobranceiro.

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