A queda de Palma e a ascensão do Califado
Paulo Batista Ramos
30 de março

A queda de Palma e a ascensão do Califado

O ataque a Palma não representou uma surpresa, nem uma reação dos terroristas às especulações mediáticas da ocasião. Foi meticulosamente planeado, com um comando e controlo operacional exemplar.

Alá o Akbar é a chamada para a oração e um grito de guerra do Islão militante, agora também em Moçambique. O ataque suicida da última quarta-feira, 24 de março, contra a vila de Palma, na Província de Cabo Delgado, no extremo norte de Moçambique, significa um ponto de viragem na militância do jihadismo na África Austral. 

Ao contrário dos diversos ataques perpetrados, nos últimos três anos, contra povoações indefesas (soft targets), este ataque foi levado a cabo contra um hard target, a zona de proteção especial, composta por um perímetro de segurança de 25 km em torno do mega projeta de gás natural de Afunji, na qual se incluía a vila de Palma.

Este perímetro de segurança encontrar-se-ia sob domínio militar, com postos de controlo à entrada da vila de Palma, com um dispositivo militar apertado em torno das instalações da futura exploração de gás natural e com um quartel-general baseado na guarnição de Mueda. 

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