Dança no varão e equilíbrio no arame
João Paulo Raposo Secretário-geral da Associação Sindical dos Juízes Portugueses
31 de maio de 2016

Dança no varão e equilíbrio no arame

Quando se iniciaram estas crónicas sobre temas da justiça havia alguma dúvida sobre a possibilidade de, semana atrás de semana, haver assunto a merecer tratamento. A realidade tem feito o favor de trazer muito para falar. Mas também não era preciso abusar…

Quando, faz quase seis meses, se iniciaram estas crónicas sobre temas da justiça havia alguma dúvida sobre a possibilidade de, semana atrás de semana, haver assunto a merecer tratamento. A interrogação era, no fundo, saber se a nossa vida colectiva tinha ocorrências suficientes para "alimentar" a caneta do escriba judicial.

É claro que era bem sabido que os processos judiciais são portadores infindáveis de notícias. Mas essa é matéria cuja pronúncia pública é vedada aos juízes. No mais, sabia-se que existe um claro "défice de voz" judicial no terreiro público, praça que, como se sabe, não é mais o largo do coreto da aldeia mas esta rede informática que a todos, ou quase todos, vai unindo. Sobretudo por essa razão se abriu este recanto de comunicação.

As dúvidas iniciais foram-se desvanecendo. A realidade tem feito o favor de trazer muito para falar. Mas também não era preciso abusar… Funcionários de justiça, em instalações judiciais, a fazer dança do varão é quase uma "overdose" de realidade judiciária… Agradecido. Não era preciso tanto…

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