O preço do que não se vê
João Paulo Batalha
28 de setembro

O preço do que não se vê

O conluio de opacidade e falta de controlo no financiamento político faz do dinheiro “informal” – para não dizer sujo – o pecado original da democracia portuguesa.

Para que serve sabermos que as famílias Mello e Champalimaud financiaram o Chega? Serve para ficarmos a saber que os herdeiros de dois dos clãs mais privilegiados pelos sistemas políticos portugueses dos últimos 100 anos (com um interregno no período revolucionário, que acabou rapidamente revertido) querem acabar com o sistema que tão bem os tem tratado. Ou, numa hipótese menos ingénua, serve para vermos como o poder económico em Portugal compra a proximidade com o poder político. E serve sobretudo para confirmarmos que os partidos (incluindo, no caso, o "antissistema" Chega) estão muito disponíveis para vender essa proximidade.

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