A empatia cognitiva, permite-nos compreender como a outra pessoa pensa; vemos a sua perspetiva. Na empatia emocional, sentimos aquilo que o outro está a sentir.
A ondulação estava pequena. Quase um mar chão. Mas nem por isso deixava de se sentir a bordo um agitar tão crescente quanto a agitação que vivia por dentro. Em baixo, no convés. Ou ainda mais dentro. Na emoção, na ansiedade e na excitação que cada um dos passageiros vivia naquele momento quase improvisado de vida. Aquele veleiro de dois cascos mostrava uma segurança que não transbordava das nossas caras ao abandonar a barra. Derivas em baixo. Velas içadas. E tudo quanto nos tinha levado até ali, tudo quanto era seguro, premeditado, decidido com tempo e com vontade, deixou de fazer sentido porque o mar tem as suas regras. Aceitar e tirar partido do vento que nos recebia de sudoeste fez-nos ir em direções que nos pareceram pouco naturais naquele momento. Ora para sul, ora para norte, num ziguezaguear pouco natural à nossa vista mas que nos fazia avistar o nosso destino cada vez mais próximo. E como era importante aproximar-nos do nosso destino naquele momento em que já só a sensação da chegada nos dava o consolo de quem reclama por águas mais calmas. Passámos a barra. Entrámos na ria. Largámos âncora. O ambiente estava calmo. A água gelada reclamava um salto mesmo dali para uma dimensão nova e profunda. Só mesmo o cheiro dos petiscos cozinhados a bordo nos fez querer deixar a água que nos abraçava e nos dizia que aquele dia ia exigir liderança, um propósito comum muito forte e a noção clara de que juntos estaríamos mais próximos do que o que nos levou, individualmente, até ali. Subimos a bordo. Sorridentes e com fome. Um apetite que os petiscos animaram, e um apetite para uma nova jornada, mais forte, mais presente, mais junta.
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