Sábado – Pense por si

João Laborinho Lúcio
João Laborinho Lúcio
15 de setembro de 2020 às 22:38

Atenção!

Num estado em que todos nos ligamos, em que todos somos colhidos pelos estados que nos são legislados, evidenciar falta de cuidado, falta de respeito, falta de amor para com o outro pode muito bem atirar-nos, irremediavelmente, para o lado sombrio da esfera da reciprocidade elementar.

Atenção. Muita atenção. Eventualmente o nosso estado foi alterado. Nos dias que nos correm, aqueles que nos ocorrem e que nos escorrem pelos dedos, as mudanças de estado são contingências da nossa vida. Das nossas vidas. São emergências da nossa vida exterior que reclamam urgências interiores. Nada como chamar a nossa atenção para convivermos com esses estados, com o nosso estado. Na definição dos diferentes estados, o que legitimamos – o exterior que nos contingenta – e o soberano – o do nosso ser -, a forma como definimos qualquer problema que com eles conviva é, ou não, o início da solução para esse problema. Vou sendo da opinião de que talvez possamos começar por definir o problema por dentro, onde somos soberanos, reis e rainhas de uma nação que começa por ser só nossa. E "quando nos tornamos verdadeiramente nós mesmos, passamos a ser uma porta basculante; e somos puramente independentes e, ao mesmo tempo, dependentes de tudo" (Shunryu Suzuki).

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