Parados na A1
Gonçalo Saraiva Matias Director Adjunto da Escola de Lisboa da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa
10 de agosto de 2016

Parados na A1

Domingo, enquanto regressava do Norte do País, vi tudo a arder. Fogos, uns atrás dos outros. Alguns activos, outros em rescaldo. Percebia-se a diferença pela cor do fumo

Domingo, enquanto regressava do Norte do País, vi tudo a arder. Fogos, uns atrás dos outros. Alguns activos, outros em rescaldo. Percebia-se a diferença pela cor do fumo.

A cor do sol também era diferente. Amarelada, quando filtrada pelas nuvens grossas que dominavam o céu.

A cada par de quilómetros, um novo fogo. Muito próximos da auto estrada, de casas, da vida das pessoas. Imagine-se o sofrimento, a angústia, o desespero de quem vê o fogo aproximar-se e consumir tudo o que tem e custou uma vida a reunir.

Absortos nestes pensamentos lá íamos encurtando a distância sem pensar no óbvio: a probabilidade de um dos fogos se aproximar da estrada ao ponto de a cortar era enorme.

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