Os filhos de Caim III
Eurico Reis
03 de agosto

Os filhos de Caim III

As pessoas concretas transformam-se em representações conceptuais (arquétipos) e passam a ser tratadas como tal, e as relações sociais são decompostas em vários segmentos, perdendo-se, nesse processo, a percepção da complexidade do problema global.

Escrevi no meu anterior texto de opinião que as mortes de menores e de mulheres ocorridas no âmbito de relações familiares deterioradas também acontecem porque não existem canais de comunicação entre os agora designados Juízos de Família e Menores e os Juízos Criminais, tal como não existem entre as correspondentes Delegações do Ministério Público, que funcionam junto desses Tribunais, e bem assim as CPCJ, e que, enquanto essa separação de jurisdições existir, as vítimas continuarão a morrer, mesmo que os homicidas venham a passar períodos de tempo cada vez mais longos encarcerados.

Para continuar a ler
Já tem conta? Faça login
Para activar o código da revista, clique aqui