Pode uma dieta alimentar ser mais ética do que outra? E quem decide?
António Paula Soares Presidente da Plataforma Sociedade e Animais
27 de junho de 2016

Pode uma dieta alimentar ser mais ética do que outra? E quem decide?

Mais uma semana passou, e uma vez mais debateu-se na Assembleia da República um tema que visa apoiar uma minoria de cidadãos, proposto por BE, PEV e PAN

Mais uma semana passou, e uma vez mais debateu-se na Assembleia da República um tema que visa apoiar uma minoria de cidadãos, proposto por BE, PEV e PAN. Propondo sobre a forma de projectos-lei a inclusão de uma opção vegetariana nas cantinas públicas, apoiando o vegetarianismo e o veganismo.

Pessoalmente, e por princípio, nada tenho contra a diversificação e inclusão de uma refeição vegetariana nas cantinas públicas. Mas, analisando os projectos-lei propostos levantam-se duas questões importantes, nomeadamente sobre a importância do tema, seja ao nível da representatividade do mesmo seja pelas implicações financeiras para o estado da sua aplicabilidade, e principalmente, na forma como o tema foi fundamentado em alguns dos textos apresentados.

Ou seja, segundo o único estudo com alguma credibilidade, efectuado pelo Centro Vegetariano em 2007, indicava que nessa data existiriam 30 mil portugueses adeptos da dieta vegetariana, e mesmo considerando um expectável aumento do número de vegetarianos, estaremos sempre a falar de uma pequena franja da sociedade. Importa pois analisar se face aos graves problemas com que se debate a sociedade Portuguesa, se este deverá ser um dos temas a ser debatido, aprovado e colocado em prática, com os custos inerentes à sua aplicabilidade.

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