A Pilha-gambas
A Porteira
14 de dezembro de 2017

A Pilha-gambas

Isto dos dias de chuva, com tanto patanhanço de tanto entra-e-sai, das duas uma: ou passo o dia na entrada da escada de esfregona na mão a limpar aquela lama que se agarra aos sapatos, ou faço olhos de mercador e venho mas é para casa.

Olhem, não contem mais comigo que eu por mim já desisti.

Isto dos dias de chuva, com tanto patanhanço de tanto entra-e-sai, das duas uma: ou passo o dia na entrada da escada de esfregona na mão a limpar aquela lama que se agarra aos sapatos, ou faço olhos de mercador e venho mas é para casa. E, bem dito bem feito, foi o que eu fiz.

Aqui estou eu, alapada no sofá, de perna esticada. Fui buscar uma cadeira à casa de jantar, pus-lhe uma almofadinha por cima para não roçar o veludo ou lá de que é que isto é feito, e agora cá estamos, com um gato debaixo de cada braço, eu e o meu tabletezinho no colo, a escrever a minha crónica. É que, olhem, pagam-me o mesmo, quer passe eu o dia à porta a limpar ou vá lá eu só ao fim da tarde para tirar a maior da lama.

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