Irão: Zelensky diz ter oferecido ajuda da Ucrânia para desbloquear estreito de Ormuz
Zelensky não deu, no entanto, mais pormenores, apontando que "o método" deve ser decidido entre Estados Unidos da América e países da região do Golfo e do Médio Oriente.
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenksy, disse esta sexta-feira ter oferecido a ajuda de Kiev às monarquias do Golfo para desbloquear o estreito de Ormuz, cujo bloqueio pelo Irão provocou uma crise energética mundial.
"Ninguém nos associou especificamente à questão do estreito de Ormuz. Aos representantes do Médio Oriente e do Golfo com quem falei durante a minha visita disse: 'a Ucrânia está disposta a ajudar em tudo o que diga respeito à defesa", afirmou o chefe de Estado ucraniano, citado pela agência France-Presse (AFP).
As declarações de Zelensky foram feitas junto de jornalistas de vários órgãos de comunicação social na quinta-feira, mas estavam sob embargo até hoje.
Zelensky não deu, no entanto, mais pormenores, apontando que "o método" deve ser decidido entre Estados Unidos da América e países da região do Golfo e do Médio Oriente.
Nesse sentido, o Presidente ucraniano recordou a experiência de Kiev na reabertura do corredor do Mar Negro, bloqueado por Moscovo no início da invasão russa sobre a Ucrânia, em fevereiro de 2022.
O intensificar dos conflitos no Médio Oriente, provocado pelos ataques israelo-americanos contra o Irão em 28 de fevereiro, interrompeu as negociações mediadas por Washington entre Ucrânia e Rússia.
Kiev tem procurado valorizar a sua experiência na defesa antiaérea contra os 'drones' iranianos Shahed, que têm sido utilizados por Moscovo para atacar o território ucraniano. Estes veículos aéreos não tripulados têm sido usados por Teerão contra países vizinhos.
Zelensky visitou vários países do Golfo Pérsico e do Médio Oriente na semana passada, tendo assinado acordos de cooperação no domínio da defesa com Qatar e Arábia Saudita.
"Penso que mudámos a atitude do Médio Oriente da região do Golfo em relação à Ucrânia para os próximos anos", acrescentou, citado pela AFP.