Venezuela: a grande fuga

João Carvalho Pina, na Colômbia 26 de outubro de 2018

Os caminhos que antes eram usados por contrabandistas para passar cocaína para um lado e gasolina para o outro são agora usados para atravessar refugiados sem documentos. Retrato de um país em sangria

Quando em Villa del Rosario, nos arredores de Cúcuta, na Colômbia, às 6h da manhã a luz começa a deixar ver o rio Táchira, com as suas águas castanhas e a ponte Simon Bolívar, que o atravessa para San António, na Venezuela, revela-se a maior crise migratória das últimas décadas na América Latina. Um formigueiro de pessoas começa a mover-se. Todos os dias, uma multidão atravessa a fronteira: uns vão às compras ou para trabalhar por alguns pesos, mas há também homens com enormes malas à cabeça, mulheres com sacos de plástico cheios e crianças a tiracolo e pessoas em muletas e cadeiras de rodas.

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