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Só um fim rápido da guerra evitará a crise

Bruno Faria Lopes
Bruno Faria Lopes 10 de março de 2026 às 23:00

As economias já estão na zona de risco, mas o choque depende do tempo e do grau de destruição do setor da energia no Golfo. O impacto no bolso virá de várias frentes.

A maior refinaria da Arábia Saudita está fechada. A maior infraestrutura mundial de gás natural liquefeito, no Catar, está fechada. As seguradoras ativaram a suspensão da cobertura de risco de guerra nas apólices dos navios que passem no estreito de Ormuz – por onde flui um quinto de todo o petróleo e um terço do tráfego marítimo internacional – encerrando na prática a navegação. A situação ainda não é de crise energética – a reação à guerra no Médio Oriente tem sido relativamente modesta quando comparada com a invasão russa da Ucrânia –, mas quanto tempo resta até que o impacto económico comece a morder a economia global, incluindo a portuguesa? Muito pouco, e os sinais são de que o conflito não terminará tão cedo.  

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