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Reportagem na Ucrânia: Quando a palavra é uma arma

A cultura também é frente de guerra. Para reforçar a identidade nacional, criam-se unidades militares culturais. Militares lançam livros. Milhões de livros já foram queimados por bombardeamentos russos.

O vento batia levemente nas grinaldas que enfeitavam as muralhas do castelo Lubart, em Lutsk, na Ucrânia. No dia 25 de julho, sem qualquer sinal de aparato, tudo parecia calmo naquela fortaleza medieval ucraniana, um dos monumentos mais conhecidos da pequena cidade situada a cerca de 100 km da fronteira polaca e bielorussa, e a 420 km a leste da capital, Kiev . Centenas de pessoas desfrutavam do primeiro dia do festival anual de literatura Frontera, que serve de montra para a produção cultural do país. Ouvia-se poesia declamada no palco, risos vindos das mesas, crianças a brincar à apanhada e pessoas sentadas em pufes, de livro na mão, a ler.

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