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A cimenteira francesa que vendeu a alma ao diabo do Estado Islâmico

Alexandre R. Malhado
Alexandre R. Malhado 02 de outubro de 2024 às 23:00

Entre 2012 e 2014, a cimenteira francesa Lafarge pagou dezenas de milhões de euros ao autoproclamado Estado Islâmico para manter o monopólio na área e lucrar com a atividade do grupo terrorista.

Agosto de 2013. Envolvido em várias frentes na guerra civil síria, o então autoproclamado Estado Islâmico (EI) tinha começado a instalar postos de controlo nas estradas de Jalabiya. Nessa cidade, a cimenteira francesa Lafarge tinha uma enorme fábrica – e isso levantou preocupações a Bruno Pescheux, administrador da subsidiária da empresa na Síria. Solução? Começar a pagar subornos ao grupo para manter a circulação dos camiões da empresa e a respetiva operação. Segundo um processo judicial que corre em França, a empresa canalizou pelo menos 10 milhões de euros para o EI e para outras milícias armadas no norte da Síria entre 2012 e 2014.

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