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Turistas ficam presos no Morro Dois Irmãos durante tiroteio no Rio de Janeiro

Gabriela Ângelo 20 de abril de 2026 às 16:22

A trilha do Morro Dois Irmãos é procurada por turistas durante a madrugada para ver o nascer do sol, e situa-se acima do bairro do Vidigal, onde ocorreu o tiroteio. Vídeos e relatos indicam que, ao ouvir os disparos, os guias pediram aos turistas para permanecerem sentados em locais protegidos até que fosse seguro descer.

Cerca de 200 turistas ficaram presos no topo do Morro Dois Irmãos, na zona do Vidigal, no sul do Rio de Janeiro, depois de um tiroteio resultante de uma operação policial durante a manhã desta segunda-feira. 

Vista do Morro Dois Irmãos no Rio de Janeiro AP

Segundo a rádio brasileira , a Polícia Civil do Rio em conjunto com o Ministério Público da Bahia realizaram a operação para prender membros do Comando Vermelho que controlam o tráfico de drogas no sul da Bahia.

O trilho do Morro Dois Irmãos é frequentado e procurado por turistas durante a madrugada para ver o nascer do sol e situa-se acima do bairro do Vidigal, onde ocorreu o tiroteio. Vídeos e relatos indicam que, ao ouvir os disparos, os guias pediram aos turistas para permanecerem sentados em locais protegidos até que fosse seguro descer. 

O principal alvo era Ednaldo Pereira Souza, o chefe do tráfico na região de Caraíva que em 2024 fugiu da prisão na Bahia e escondeu-se no bairro da Rocinha, no Rio de Janeiro. Contudo, na altura da operação estava numa festa no Vidigal, e conseguiu fugir às autoridades por uma passagem secreta, deixando para trás a mulher e os filhos.

As autoridades conseguiram capturar uma das principais organizadoras do grupo criminoso Núbia Santos Oliveira, mulher de Wallas Souza Soares, um dos chefes do tráfico juntamente com Ednaldo Pereira Souza. Ela estava a ser investigada por lavagem de dinheiro e tinha dois mandatos de captura por tráfico de drogas e homicídio. 

Ao portal , duas turistas portuguesas a visitar a cidade descreveram momentos de tensão. “Tínhamos esperado o nascer do sol e, de repente, os guias pediram para sentarmos e começamos a ouvir os tiros. Eles fizeram o trabalho deles. É sempre assustador, mas estava controlado dentro do possível”, relata Matilda Oliveira, que afirmou que no caminho para baixo, passaram pela polícia e descreveu que a situação estava “sob controlo”. 

A sua irmã Rita Oliveira explica também que o passeio já tinha sido marcado com antecedência e que o grupo tinha sido informado da operação quando já estavam no topo do Morro. 

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