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Donald Trump volta a 'fintar' a morte: as três tentativas de assassinato em dois anos

Isabel Dantas 27 de abril de 2026 às 07:00

Presidente dos Estados Unidos seria o alvo do homem armado que tentou invadir o jantar anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca, em Washington.

Donald Trump dizia na conferência de imprensa depois do sucedido no da Casa Branca que a e, à luz dos recentes eventos, parece ter mesmo razão. No sábado à noite, em Washington, o líder dos Estados Unidos sofreu o terceiro atentado em dois anos, escapando incólume graças à pronta intervenção das forças de segurança e dos serviços secretos.

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos AP

Num país em que as armas são acessíveis a qualquer cidadão, um homem entrou no hotel onde decorria o evento, munido de uma caçadeira, uma pistola e várias facas. Abriu fogo, ferindo um segurança (que tinha um colete à prova de balas), acabando por ser detido.

Trata-se, segundo a imprensa norte-americana, de Cole Allen, , aparentemente democrata, formado em Engenharia Mecânica. Não chegou a entrar no salão, uma vez que foi dominado logo à entrada do hotel de luxo, mas na sala onde decorria o jantar os convidados , reagindo às ordens dos serviços secretos para se esconderem debaixo das mesas mal se ouviram os disparos.

Trump, a mulher, Melania, e todos os membros do governo que se encontravam no evento escaparam incólumes, mas os serviços secretos - força especial que tem a missão de proteger as altas figuras do estado norte-americano - sabem que não podem descurar por um segundo que seja a segurança do líder do país, que este fim de semana sofreu o terceiro atentado em dois anos.

O tiro na orelha

O primeiro aconteceu num comício durante a campanha presidencial, em julho 2024, e foi claramente o que mais seriamente colocou a sua vida em risco. Trump discursava num palco ao ar livre na cidade de Butler, na Pensilvânia, quando soaram tiros. Atirou-se de imediato para o chão.

Quando os agentes dos serviços secretos o ajudaram a levantar, para o retirar rapidamente do palco, o então candidato tinha o rosto ensanguentado, uma vez que a bala tinha passado perto da orelha direita. Mas mesmo assim ergueu o punho para a multidão e gritou "lutem, lutem, lutem".

O atirador, que estaria fora do perímetro de segurança, num telhado, munido de uma espingarda de elevada precisão, acabou por ser morto por um atirador de elite dos serviços secretos.

Além de Trump, outras três pessoas foram atingidas e uma acabou mesmo por morrer. Mais tarde soube-se que o atirador era Thomas Matthew Crooks, de 20 anos, sem antecedentes criminais. O FBI afirmou que o autor do atentado procurou comícios na internet durante meses, tanto de Trump quanto do presidente Joe Biden, antes do ataque.

Trump acabou por capitalizar o sucedido. Convenceu-se que tinha sido salvo por um poder superior para cumprir a missão de 'tornar a américa grande novamente' (Make America Great Again) e exibiu alguns dias depois o curativo na orelha, qual Van Gogh, na Convenção Nacional Republicana em Milwaukee, no Wisconsin.

Trump mostra curativo após atentado em Butler AP

Apenas uma semana depois o presidente Joe Biden desistiu da corrida presidencial e foi substituído pela sua vice-presidente, Kamala Harris, numa tentativa desesperada travar o ímpeto da campanha republicana. Uma estratégia que acabaria por não surtir efeito...

O segundo atentado

Ainda durante a campanha Donald Trump foi alvo de uma segunda tentativa de assassinato, que acabaria por ser neutralizada pelos serviços secretos sem que o atirador tivesse disparado qualquer tiro.

Tudo aconteceu dois meses depois do ataque em Butler, em setembro. O suspeito foi apanhado nas imediações da casa de Trump em Miami, na Florida, escondido nos arbustos, com uma AK-47. Um agente dos serviços secretos viu o cano da arma e abriu fogo. Mais tarde, a polícia apreendeu a arma, duas mochilas e indentificou o suspeito como sendo Ryan Routh, um homem de 58 anos.

Ryan Routh está a cumprir prisão perpétua AP

Tratava-se de um empreiteiro da construção civil natural da Carolina do Norte com antecedentes criminais, incluindo uma condenação por posse ilegal de arma.

Roth esteve quase 12 horas escondido nos arbustos do campo de golfe de Trump, em West Palm Beach, à espera de vislumbrar o candidato com a intenção de o matar.

Numa carta confessou a intenção de tirar a vida a Trump e ofereceu 150 mil dólares a quem concluísse o serviço. Foi condenado a prisão perpétua.

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