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Macau detém 26 pessoas, incluindo polícias, por suspeita de operarem rede de prostituição

Lusa 05 de junho de 2026 às 11:10

Há três polícias e dois agentes reformados entre os detidos.

A Polícia Judiciária (PJ) de Macau anunciou esta sexta-feira a detenção de 26 pessoas, incluindo três polícias e dois agentes reformados, por alegadamente estarem envolvidos numa rede organizada de prostituição.

Macau detém 26 pessoas, incluindo polícias, por suspeita de operarem rede de prostituição Pedro Rocha/Correio da Manhã

"A nossa agência desmantelou uma rede criminosa de exploração sexual organizada, desmantelou vários locais de prostituição e deteve 26 homens e mulheres de Macau, da China continental e de Hong Kong", escreveu a PJ numa mensagem enviada aos jornalistas.

De acordo com o canal de rádio em língua chinesa da emissora pública Teledifusão de Macau (TDM), o grupo criminoso operava desde 2019, com saunas ligadas ao grupo a gerarem lucros de 790 milhões de patacas (84 milhões de euros) desde 2024.

A TDM, que citou um porta-voz da PJ, afirmou que os três agentes da lei no ativo da Polícia da Segurança Pública (PSP) e os dois reformados da PJ aceitaram "subornos substanciais", de três milhões de patacas (320 mil euros) cada, em troca de fornecerem informações sobre rusgas policiais.

Os cinco são suspeitos de associação criminosa, exploração de prostituição e corrupção passiva.

A operação, realizada na segunda-feira pela PJ, envolveu buscas em três saunas, cinco escritórios e outros 23 locais. As autoridades apreenderam bens no valor de 50 milhões de patacas (5,3 milhões de euros), "livros de registos" e "uma grande quantidade de utensílios criminais".

De acordo com a TDM, o grupo criminoso explorava saunas sob o pretexto de fornecer serviços de 'spa' e massagem, contratando mulheres para prestarem serviços sexuais a preços entre aproximadamente 2.000 patacas (213 euros) e 8.000 patacas (853 euros) por sessão.

Os estabelecimentos em causa operavam um sistema de classificação e tabela de preços com base na nacionalidade das mulheres e nos serviços prestados. As mulheres recebiam entre 1.000 patacas (106 euros) e 2.000 patacas (213 euros) por ato sexual.

Durante a operação, a PJ levou para investigação um total de 381 pessoas, incluindo trabalhadores ilegais, trabalhadores não documentados, pessoas em situação de estada irregular e prostitutas.

Numa nota enviada à Lusa, a PSP afirmou que os três agentes deste departamento foram encaminhados para o Ministério Público para investigação pela suspeita de envolvimento numa rede de prostituição.

"O nosso gabinete está profundamente chocado e entristecido com este incidente e cooperará plenamente com as investigações", afirmou a PSP.

A PSP acrescentou que leva o assunto "muito a sério" e instaurou processos disciplinares contra os funcionários envolvidos, estando estes em suspensão preventiva.

A PJ, por sua vez, declarou dedicar "grande atenção" à suposta prática de crimes por agentes reformados, de acordo com um comunicado.

"A PJ reitera que não tolera qualquer ato ilegal e que vai atuar com imparcialidade e justiça, sem qualquer favorecimento, defendendo firmemente a equidade e a justiça no cumprimento da lei e a boa reputação da polícia," declarou.

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