JD Vance foi ao Paquistão tentar acabar com uma guerra que não quer. E falhou
Depois de 21 horas de negociações, Vance abandonou as conversações numa nota pessimista. Trump respondeu
Coube a J.D. Vance, o principal opositor à guerra no Irão no executivo de Trump, liderar a missão de negociações de paz no Paquistão este fim-de-semana. Após 21 horas de negociações, ambas as partes saíram sem acordo. Na sequência do encontro, Trump ameaçou que a Marinha norte-americana iria iniciar "imediatamente" um bloqueio para impedir que navios atravessem o Estreito de Ormuz.
À saída da reunião, Vance disse: "Precisamos de ver um compromisso afirmativo de que não irão procurar obter uma arma nuclear, nem irão procurar as ferramentas que lhes permitiriam alcançar rapidamente uma arma nuclear. Esse é o objetivo central do presidente dos Estados Unidos. E é isso que tentámos alcançar através destas negociações", acrescentou. Mas as conversas não chegaram a bom porto, apesar do aparente otimismo inicial de Vance.
Vance agradeceu ao primeiro-ministro do Paquistão, anfitrião das negociações, sublinhando que “quaisquer falhas nas negociações não se deveram aos paquistaneses, que fizeram um trabalho extraordinário”.
O ministério dos Negócios Estrangeiros do Irão divulgou um comunicado após o fim das negociações, indicando que Teerão participou nas conversações com abertura, mas que os Estados Unidos não desistiram de “exigências excessivas e pedidos ilegais” e não aceitaram “os direitos e interesses legítimos do Irão”.
As conversações de alto nível terminaram na madrugada deste domingo após 21 horas, afirmou Vance, que se manteve em comunicação constante com o Presidente norte-americano, Donald Trump, e outros membros da Administração. Enquanto decorriam as negociações, Donald Trump estava em Miami a ver um combate de UFC com Marco Rubio, secretário de estado para a segurança nacional.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou este domingo que a Marinha norte-americana iria iniciar "imediatamente" um bloqueio para impedir que navios atravessem o Estreito de Ormuz. As declarações surgem depois das negociações de paz entre os EUA e o Irão, mediadas pelo Paquistão e realizadas no mesmo país, terem terminado sem um acordo.