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Israel. Projeções dão primeiro lugar a bloco anti-Netanyahu, mas partido de "Bibi" é o que mais elege

Gonçalo Correia 27 de outubro de 2026 às 16:38

Já são conhecidas as primeiras projeções para os resultados eleitorais em Israel. Caminho para formação de maiorias afigura-se difícil. Os dois maiores partidos "reclamam" vitória.

Já são conhecidas as primeiras projeções dos resultados eleitorais em Israel - e as primeiras estimativas apontam para um resultado inconclusivo, com o bloco que se opõe a Benjamin Netanyahu a conseguir o primeiro lugar mas com o Likud, partido liderado por "Bibi" (que se recandidatava a primeiro-ministro), a ser a formação partidária com mais deputados eleitos.

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Esta terça-feira, Israel vai a eleições
Foto: AP Photo/Baz Ratner
A afluência às urnas às 16h locais era "a maior de sempre"
Foto: AP Photo/David Goldman
Benjamin Netanyahu fotografado após votar nas eleições a que se recandidata
Foto: Jewel Samad/Pool Photo via AP
Gadi Eisenkot, principal opositor de Netanyahu, também já votou
Foto: Gil Cohen-Magen/picture-alliance/dpa/AP Images
As urnas estarão abertas até por volta das 20h portuguesas
Foto: AP Photo/Ohad Zwigenberg

O principal bloco de oposição a Netanyahu deverá conseguir um total de 52 a 53 lugares no próximo parlamento israelita, mais dois a três do que o bloco que apoia o até aqui primeiro-ministro, que deverá conseguir eleger 50 deputados. Porém, "nenhum está próximo da maioria" parlamentar de 61 deputados, sendo ainda inconclusivo o caminho para a formação de um bloco maioritário. A geometria negocial afigura-se difícil.

O Likud, partido de Netanyahu, deverá ficar com entre 24 e 25 deputados, mais do que os 21 a 23 conseguidos pelo Yashar, partido liderado por Gadi Eisenkot, principal opositor de Netanyahu. Qualquer um dos dois precisará, no entanto, do apoio parlamentar dos partidos árabes, que terão tido uma votação expressiva  neste ato eleitoral, elegendo entre 17 a 18 deputados. É um crescimento notável, face aos resultados das eleições anteriores: em 2022, tinham conseguido eleger 10 deputados.

O terceiro bloco mais votado foi o Juntos (B'Yachad), liderado pelo antigo primeiro-ministro israelita Naftali Bennett - formação de centro-direita, que terá conseguido eleger entre 12 a 14 deputados.

Vitória de "uma maioria sionista, mas responsável", diz Eisenkot

A primeira reação dos principais protagonistas aos resultados chegou através das redes sociais. Gadi Eisenkot, o líder da oposição a Netanyahu, considerou os resultados "um voto claro de falta de confiança em Netanyahu" e acrescentou, na rede social X (antigo Twitter): "Se estes forem os resultados finais, isto é uma vitória para uma maioria israelita sionista, mas responsável."

Em sentido oposto, Gideon Sa’ar, membro do anterior Governo de Netanyahu com a tutela dos Negócios Estrangeiros, defendeu na rede social X que "a celebração da esuqerda é prematura" e lembrou que "uma coisa é relativamente clara: o Likud é o maior partido em Israel".

Afluência às urnas nos píncaros

O Comité Central de Eleições de Israel, que gere e coordena o processo eleitoral do país, tinha rejeitado durante o dia o requerimento do Likud, partido liderado por Benjamin Netanyahu, para que a hora de encerramento das urnas fosse estendida para lá das 22h locais (20h em Portugal continental) nas eleições de esta terça-feira, o jornal The Times of Israel.

Para este órgão nacional de eleições, "não foi encontrada justificação" para o prolongamento do horário de votação, até porque "a alta afluência" às urnas já registada atestava "o envolvimento elevado das pessoas no processo democrático".

Até às 22h locais (20h em Portugal continental), 77,7%% dos 7.3 milhões de eleitores elegíveis votaram no sufrágio que vai eleger o próximo parlamento do país (conhecido como Knesset). É "a maior afluência" às urnas em mais de 25 anos (desde 1999) e ultrapassou a afluência das eleições anteriores, em que votaram 70,6% dos eleitores, o The Times of Israel.

Os dois grandes candidatos a primeiro-ministro que esta terça-feira se confrontavam nas urnas eram o atual primeiro-ministro de Israel, candidato à reeleição, Benjamin Netanyahu e o opositor mais bem cotado nas sondagens, Gadi Eisenkot.

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