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Iraque recupera mais de 250 artefactos históricos destinados ao contrabando

Lusa 06 de maio de 2026 às 07:41

As autoridades não indicaram a origem nem a data das peças encontradas.

As forças de segurança iraquianas recuperaram um total de 255 artefactos históricos, incluindo moedas e peças de cerâmica, que estavam escondidos em pedreiras com o objetivo de serem vendidos no estrangeiro.

Iraque EPA

A Segurança Nacional iraquiana indicou esta quarta-feira em comunicado que recuperou "uma coleção diversificada de 255 artefactos, incluindo moedas, objetos históricos, cerâmicas, vasos de metal e peças de pedra de vários formatos e tamanhos", encontrados em pedreiras localizadas na autoestrada internacional que liga Bassorá a Dhi Qar, no sul do país.

A fonte especificou em comunicado que estes artefactos estavam escondidos "com a intenção de os vender ou contrabandear para fora do país", embora sem fornecer mais detalhes.

Da mesma forma, concluiu-se que "todos os objetos", que foram confirmados como "peças originais", foram "enviados à Autoridade Geral de Antiguidades e Património para exame e verificação por especialistas".

As autoridades não indicaram a origem nem a data das peças encontradas.

O Iraque alberga uma parte fundamental do legado da antiga Mesopotâmia, considerada o berço da civilização humana, cujos vestígios incluem tábuas de barro com escrita cuneiforme, estátuas, relevos, joias e objetos religiosos e administrativos de grande valor histórico.

No entanto, este património sofreu graves perdas nas últimas décadas, desde que, após a invasão americana de 2003, milhares de peças foram saqueadas do Museu Nacional do Iraque, em Bagdade, e de inúmeros sítios arqueológicos.

Além disso, entre 2014 e 2017, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) destruiu e saqueou sítios arqueológicos e museus.

O Iraque intensificou nos últimos anos a recuperação e repatriação de artefactos, como no final de 2021, quando os Estados Unidos devolveram cerca de 17.000 peças, incluindo a Tábua de Gilgamesh, uma peça com 3.500 anos com escrita cuneiforme considerada uma das primeiras epopeias da história.

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