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Irão diz ter interceptado seis navios em rota "insegura" no Estreito de Ormuz

Lusa 27 de julho de 2026 às 07:12

Num contexto de impasse com os Estados Unidos sobre uma solução para esta via marítima estratégica.

As autoridades do Irão interceptaram esta segunda-feira seis navios que pretendiam atravessar uma rota "insegura" do Estreito de Ormuz, segundo meios de comunicação oficiais, num contexto de impasse com os Estados Unidos sobre uma solução para esta via marítima estratégica.

Estreito de Ormuz tem sido palco de uma guerra marítima AP

"Um deles sofreu um acidente e os restantes foram devolvidos ao Golfo Pérsico, graças à firme intervenção do Irão", declarou um responsável iraniano à agência noticiosa Fars.

Os navios terão desligado os sistemas de navegação e posicionamento para tentarem transitar por uma rota "ilegal e insegura" a sul do Estreito de Ormuz, segundo a fonte.

Este episódio ocorre na sequência da explosão, na véspera, de um petroleiro nesta via, ao colidir com uma mina marinha depois de se desviar da rota de navegação estabelecida pelo Irão, segundo informaram os meios de comunicação da República Islâmica.

A agência Tasnim, ligada à Guarda da Revolução Islâmica, afirmou que o navio, que classificou como "petroleiro infrator", tinha abandonado o corredor de navegação aprovado por Teerão quando colidiu com a mina.

Segundo a Tasnim, o Irão tinha advertido repetidamente que os navios que abandonassem o itinerário estabelecido pelas autoridades sofreriam as consequências dessa eventual decisão.

Horas antes, a televisão estatal iraniana tinha informado que a Guarda da Revolução tinha disparado tiros de aviso contra seis navios nas últimas 24 horas, quando estes tentavam atravessar o Estreito de Ormuz.

As divergências entre o Irão e os Estados Unidos sobre as rotas que os navios que atravessam o estreito devem seguir tornaram-se um dos principais pontos de atrito entre ambos os países e conduziram ao recomeço das hostilidades na região.

A tensão no Estreito de Ormuz tem vindo a aumentar nas últimas semanas, com ataques iranianos contra navios comerciais depois de Omã ter aberto, no início de julho, uma rota alternativa de trânsito com o apoio dos Estados Unidos, ao que Washington respondeu com bombardeamentos sobre território iraniano.

Perante este cenário, a República Islâmica declarou, a 12 de julho, um novo bloqueio desta passagem marítima estratégica e os Estados Unidos restabeleceram, dois dias depois, o bloqueio naval sobre portos e navios iranianos na zona.

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