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Cuba 2026: o colapso do turismo sob o peso das sanções norte-americanas

Na última sexta-feira o grupo hoteleiro Meliá despediu-se de Cuba. Era um dos últimos resistentes, depois de várias outras cadeias e companhias aéreas terem abandonado a operação nesta ilha das Caraíbas. Mais de 65 anos depois do embargo iniciado pelos EUA, o país enfrenta um dos piores momentos da sua história.

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Edição de 21 a 27 de julho
Hotel Melia em Varadero, Cuba
Hotel Melia em Varadero, Cuba DR

Em 1960, os Estados Unidos da América impuseram um embargo comercial a Cuba, pouco tempo depois da revolução liderada por Fidel Castro (1 de janeiro de 1959) e da nacionalização de propriedades norte-americanas na ilha. Ao longo de mais de sessenta anos, o embargo foi apertado e afrouxado consoante a administração em Washington: Bill Clinton assinou em 1996 a Lei Helms-Burton, que reforçou as sanções e previu a possibilidade de cidadãos norte-americanos processarem empresas estrangeiras que lucrassem com propriedades confiscadas pelo regime cubano. Essa cláusula acabou por ser suspensa periodicamente, para evitar litígios internacionais complexos e atritos com aliados europeus e canadianos que investiam na ilha, mas na realidade pouco mudou na política dos EUA em relação à ilha dos irmãos Castro.

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