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Eurobarómetro. Mais de metade dos europeus pessimistas com o futuro de mundo

Débora Calheiros Lourenço 04 de fevereiro de 2026 às 07:47

Portugal é o único país da União onde a principal preocupação não são as guerras, mas sim os desastres naturais.

Os resultados do mais recente Eurobarómetro, publicado esta quarta-feira, mostram que a população europeia está preocupada com um mundo em mudança. 52% dos inquiridos em novembro do ano passado motrava estar pessimista com o futuro do mundo, no entanto este é um novo elemento de pesquisa pelo que ainda não é possível avaliar se a recente conjuntura internacional alterou, ou não, este sentimento.  
Bandeiras da UE e faixa "Unidos para o nosso futuro" em edifício da Comissão Europeia Alicia Windzio/picture-alliance/dpa/AP Images
Os inquiridos foram questionados não só sobre se estão otimistas com o futuro Mundo, mas também da União, do seu país e da sua família. Os resultados demonstram que à medida que a questão se aproxima da esfera pessoal o otimismo aumenta, 57% dos europeus estão otimistas com o futuro da UE, assim como com o futuro do seu país. Quando questionados sobre o seu futuro e o da sua família, a percentagem de otimistas sobe para 71%.   O Eurobarómetro revela também que as principais preocupações dos europeus estão relacionadas com Segurança e Defesa, 72% refere preocupações com conflitos ativos perto da UE, seguindo-se terrorismo (67%), desastres naturais (66%), ciberataques (66%) e imigração descontrolada (65%). Portugal é o único país da União em que a principal preocupação não são as guerras, mas sim os desastres naturais. Somos, aliás, o país mais preocupado com esta questão, com 91% dos inquiridos a apontá-la.  

O papel da União Europeia no mundo

Tendo em conta a imprevisibilidade geopolítica, os cidadãos europeus esperam que o papel da União Europeia na sua proteção contra as crises globais e problemas relacionados com a segurança aumente (66%), enquanto apenas 10% refere que se deve tornar menos importante.  
Para isso, 9 em cada 10 inquiridos querem que os membros da União Europeia estejam mais unidos para enfrentar as ameaças mundiais – em Portugal esta percentagem chega aos 96%. Os europeus (73%) acreditam ainda que o bloco deveria ter mais recursos para fazer face às ameaças internacionais e que deveria ter uma voz mais forte ao nível internacional (86%).   Para os portugueses esse reforço deve ser feito através de uma aposta na competitividade, economia e indústria (46%), na defesa e segurança (33%), na independência energética (31%) e na educação e investigação (31%).  As atitudes em relação à UE e às suas instituições continuam a ser positivas, apesar de um ligeiro declínio. Quase metade dos europeus (49%) tem uma imagem favorável da UE, os portugueses são mesmo os que têm uma imagem mais positiva do Parlamento Europeu (57% contra 38% na média da UE). Uma maioria forte e crescente dos cidadãos nacionais (84%, perante 62% dos europeus) considera que a presença do país na UE é positiva, o que representa um aumento de seis pontos percentuais desde que a pergunta foi colocada pela última vez, em fevereiro/março de 2024. Do ponto de vista sociodemográfico, os jovens continuam a ser os que mais apoiam a UE e têm grandes expectativas em relação ao papel da União. 
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