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EUA impõem novas sanções a autoridades do Irão por repressão aos protestos

Lusa 15 de janeiro de 2026 às 16:52

Entre os visados está o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, acusado de ter sido uma das primeiras figuras oficiais a incitar ao uso da violência contra os manifestantes.

Os Estados Unidos anunciaram esta quinta-feira uma nova ronda de sanções contra autoridades do Irão acusadas de reprimir os protestos que se multiplicam em todo o país contra o regime teocrático.
EUA sancionam autoridades iranianas por repressão aos protestos Foto AP/Matt Rourke
Entre os visados está o secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão, acusado pelo Departamento do Tesouro de ter sido uma das primeiras figuras oficiais a incitar ao uso da violência contra os manifestantes. O Gabinete de Controlo de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro norte-americano designou ainda 18 pessoas e empresas alegadamente envolvidas no branqueamento de capitais resultantes da venda de petróleo iraniano nos mercados estrangeiros. Segundo Washington, estas entidades integram uma rede de "banca paralela" ligada às instituições financeiras iranianas sancionadas Bank Melli e Shahr Bank. O Departamento de Tesouro explicou que o conceito de "banco paralelo" se refere a atividades e estruturas financeiras que operam como bancos, mas fora das regras e da supervisão do sistema bancário tradicional. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que os Estados Unidos "apoiam firmemente o povo iraniano no seu clamor por liberdade e justiça". "O Tesouro utilizará todas as ferramentas ao seu dispor para atingir aqueles que estão por detrás da opressão tirânica dos direitos humanos por parte do regime", acrescentou Bessent. As sanções implicam o congelamento de quaisquer bens ou interesses financeiros detidos nos Estados Unidos pelas pessoas e entidades visadas e a medida proíbe também cidadãos e empresas norte-americanas de manterem relações comerciais com os sancionados. O Departamento do Tesouro reconheceu, contudo, que o impacto prático das sanções é em grande parte simbólico, uma vez que muitas das pessoas e empresas atingidas não possuem ativos no sistema financeiro norte-americano. Os protestos no Irão começaram a 28 de dezembro, na sequência do colapso do rial, a moeda nacional, fortemente afetada pela crise económica e pelas sanções internacionais ligadas, em parte, ao programa nuclear iraniano. Desde então, as manifestações transformaram-se num movimento mais amplo de contestação política e social ao regime, enfrentando uma repressão severa por parte das autoridades. A organização não-governamental Iran Human Rights (IHRNGO) elevou para 3.428 as mortes registadas nos protestos, alertando que são casos que conseguiu verificar e que o número real deverá ser superior.
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