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Detido em Espanha filho do fundador da Mango suspeito do homicídio do pai

Lusa 19 de maio de 2026 às 09:46

Jonathan Andic foi levado para ser ouvido num tribunal de Barcelona pelo juiz.

O filho do fundador das lojas de roupa Mango foi detido esta terça-feira em Barcelona, Espanha, no âmbito da investigação à morte do pai, em que é suspeito de homicídio, disseram fontes da investigação judicial.

Filho de Isak Andic, dono da Mango, é o principal suspeito da morte do pai em Barcelona AP Photo/Thibault Camus, File

Jonathan Andic, filho de Isak Andic, foi levado para ser ouvido num tribunal de Barcelona pelo juiz que tem a tutela da investigação, segundo as mesmas fontes, citadas por vários meios de comunicação social espanhóis.

A polícia da Catalunha investiga a morte do fundador das lojas Mango, em dezembro de 2024, como possível homicídio e identificou em outubro do ano passado o filho do empresário como suspeito, como confirmou a própria família Andic, num comunicado divulgado na altura.

O fundador da Mango, Isak Andic, então com 71 anos, morreu na montanha de Montserrat, perto de Barcelona (nordeste de Espanha), quando fazia uma caminhada com o filho, Jonathan Andic, agora com 45 anos.

Na versão de Jonathan Andic, o pai escorregou no trilho e caiu por uma encosta, de uma altura de mais de 100 metros.

A investigação policial e judicial do caso seguiu inicialmente e tese do acidente e o processo chegou a ser arquivado por uma juíza de instrução.

No entanto, os investigadores da polícia catalã consideraram que havia aspetos pouco claros e conseguiram a reabertura do processo, que passou a ser um inquérito de possível homicídio em finais de setembro do ano passado, noticiaram em outubro os jornais El Pais e La Vanguardia, que citaram "diversas fontes a par da investigação".

No mesmo momento, Jonathan Andic passou de ser testemunha a investigado.

Segundo o El Pais, "certas incongruências nas declarações" do filho de Isak Andic "alimentaram as suspeitas".

"Não só a primeira declaração [à polícia], prestada sob forte impacto emocional do ocorrido, foi errática. Também foi a segunda, mais tarde, com maior tranquilidade. A testemunha incorreu em contradições, deixou zonas cinzentas e descreveu factos que eram incongruentes com os resultados da inspeção no terreno que tinham feito os Mossos [polícia catalã] na montanha de Montserrat", escreveu o El Pais em outubro passado, referindo as informações que conseguiu das fontes que acompanham o processo.

Segundo os dois jornais, outras testemunhas ouvidas na investigação, como Estefanía Knuth, a companheira sentimental de Isak Andic nos últimos anos, a dar conta de "más relações" ou "relações complicadas" entre pai e filho, foram determinantes para Jonathan Andic passar a ser suspeito de homicídio.

Quando morreu, Isak Andic tinha uma fortuna avaliada pela revista Forbes em 4.500 milhões de euros, que foi equitativamente dividida pelos três filhos do empresário (Jonathan, Judith e Sarah).

Após a morte de Isak Andic, o presidente da Mango passou a ser Toni Ruiz, até então presidente executivo (CEO) e que não é membro da família Andic, a qual continua a ter 95% da propriedade do grupo.

Os primórdios da Mango remontam a 1984, quando Isak Andic, com a ajuda do irmão mais velho, Nahman, abriu a primeira loja, no Paseo de Gracia, a famosa rua comercial de Barcelona.

A Mango tornou-se um dos principais grupos internacionais de moda, com cerca de 2.800 lojas em todo o mundo e 15.500 empregados, de acordo com o sítio na Internet.

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