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Sam Bankman-Fried pede indulto presidencial a Trump após cumprir dois anos de prisão

Negócios 09 de junho de 2026 às 16:01

O Presidente norte-americano negou em janeiro a possibilidade de vir a dar um indulto presidencial a Sam Bankman-Fried, condenado a 25 anos de cadeia por fraude e conluio. O cofundador da FTX procura agora um "indulto após cumprimento da sentença", que eliminaria os crimes do seu registo.

O infame cofundador da corretora de criptoativos FTX pediu, oficialmente, um indulto presidencial a Donald Trump. Dois anos após ter começado a cumprir a sua sentença de um quarto de século na prisão, Sam Bankman-Fried apresentou a documentação necessária ao Departamento de Justiça norte-americano para conseguir, de acordo com a Bloomberg, restabelecer os seus direitos como cidadão após ter completado a pena. 

Sam Bankman-Fried Justin Lane/Epa

Caso consiga o que se chama de um "indulto após cumprimento da sentença", que só pode ser dado por um Presidente, o antigo magnata cripto conseguiria restabelecer certas liberdades civis, como, por exemplo, o direito ao voto, bem como eliminaria obstáculos à procura de emprego, habitação ou educação. Este indulto não se trata, assim, de um anulamento ou redução da sentença, mas sim de um "esquecimento" dos crimes após a pena ter sido cumprida. 

Como CEO da FTX, Bankman-Fried foi um dos maiores doadores do Partido Democrata. No entanto, desde que Donald Trump assumiu a presidência dos EUA, o empresário de 34 anos tem utilizado as redes socais para elogiar a atual Administração e, em entrevista à Fox Business ainda na semana passada, afirmou que estava "absolutamente" à procura de um indulto presidencial. "Obviamente, como sabem, a decisão final caberia ao Presidente, não a mim", disse. 

O segundo mandato de Trump à frente dos destinos dos EUA tem sido marcado por uma série de indultos, que já beneficiaram dezenas de arguidos por crimes de colarinho branco. , com a Casa Branca a alegar que o caso de CZ, como é conhecido, foi alvo de uma "perseguição excessiva por parte da Administração Biden". No entanto, em entrevista ao New York Times no arranque do ano, Trump afirmou não estar disposto a conceder um "perdão" a Bankman-Fried.

As perdas dos utilizadores e investidores causadas pela queda da FTX ultrapassaram os 10 mil milhões de dólares.

A FTX chegou a estar avaliada em 32 mil milhões de dólares. O sucesso da corretora colocou o seu cofundador no topo do mundo dos criptoativos, mas o , quando a plataforma de negociação de ativos digitais declarou falência, depois de ter registado saídas de capital na ordem dos milhares de milhões de dólares. O escândalo desencadeou uma crise no setor e vários segmentos do mundo das cripto nunca conseguiram recuperar da perda de confiança por parte dos investidores.

Por trás da falência da plataforma, defenderam os procuradores, esteve o desvio de milhares de milhões de dólares por parte de Bankman-Fried para o seu próprio "hedge fund", Alameda Research. Os fundos foram não só utilizados em investimentos de riscos e compras de imobiliário, bem como para financiar campanhas políticas. O cofundador da FTX foi condenado a 25 anos de prisão por crimes de fraude e conluio. As perdas dos utilizadores ultrapassaram os 10 mil milhões de dólares - uma fatura que incluiu investidores portugueses.

Além de um indulto presidencial, Bankman-Fried está ainda a recorrer da sua sentença junto do Tribunal Federal de Recurso de Nova Iorque. O antigo magnata cripto alega inocência e procura que a sua pena seja anulada. A decisão poderá ser proferida a qualquer momento. 

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