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Chipre assume entre hoje e junho presidência europeia focada em UE autónoma e aberta

Lusa 01 de janeiro de 2026 às 10:56

Nicósia quer realçar a "força interna para cooperar com parceiros externos sempre que possível, agindo também de forma independente quando necessário".

O Chipre assume, entre esta quinta-feira e final de junho, a presidência rotativa da UE, querendo uma "União autónoma, aberta ao mundo", focada no apoio à Ucrânia, na gestão migratória e no orçamento europeu.
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"A UE enfrenta uma agitação geopolítica aguda e imprevisível. Este momento não é sem precedentes [pois] a Europa já enfrentou crises complexas e existenciais e conseguiu responder às exigências dos tempos, evoluindo e intensificando os seus esforços", mas muda "a intensidade, a pluralidade e a complexidade dos desafios", indica a presidência cipriota do Conselho da União, no programa semestral. Sob o lema "Uma União autónoma, aberta ao mundo", Nicósia quer realçar a "força interna para cooperar com parceiros externos sempre que possível, agindo também de forma independente quando necessário". De acordo com a presidência cipriota, "a autonomia europeia é multifacetada e tem várias vertentes: desde a segurança e a defesa, passando pela energia e o comércio, até à competitividade com a transição ecológica e à inovação digital com coesão social". Em meados de dezembro, a embaixadora de Chipre junto da UE, Christina Rafti, avançou que o apoio financeiro à Ucrânia será uma "prioridade máxima" para Chipre no primeiro semestre de 2026, período no qual Nicósia também vai ajudar à implementação do pacto migratório. "Se puder destacar alguns pontos que colocaremos no topo da nossa agenda, diria que a Ucrânia será uma prioridade máxima para Chipre. A invasão russa prossegue, é inaceitável e devemos continuar a apoiar a Ucrânia em todas as vertentes", referiu Rafti, na apresentação à imprensa europeia em Bruxelas das prioridades cipriotas para a presidência semestral europeia. De acordo com fontes europeias, é esperado um novo pacote de sanções aquando do quarto aniversário da guerra, que se assinala em fevereiro de 2026. Sendo a República de Chipre um dos países da UE com maior pressão migratória, vai também dar prioridade a gestão migratória no bloco comunitário, já que no verão do próximo ano estará totalmente em vigor o Pacto sobre Migração e Asilo, para o qual os países tiveram um período de adaptação, querendo Chipre contribuir para tal implementação. Uma outra grande prioridade para o país diz respeito ao orçamento da UE a longo prazo, querendo Nicósia avançar o mais possível com vista a um acordo entre países e eurodeputados no final de 2026. A República de Chipre, que aderiu à UE em 2004, assume a presidência do Conselho pela segunda vez, 14 anos após a primeira presidência em 2012. Sucede à Dinamarca e será seguida depois, no segundo semestre do próximo ano, pela Irlanda. Estão previstas três cimeiras, 19 reuniões ministeriais informais e 52 reuniões ministeriais formais no Chipre.
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