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Cheias de janeiro em Moçambique fizeram 23 mortos e afetaram 723 mil pessoas

Lusa 03 de fevereiro de 2026 às 07:45

Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 112 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias.

O número de afetados de mortos nas cheias de janeiro em Moçambique subiu para 23, com 723.410 afetados, de acordo com dados provisórios do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).
Cheias em Moçambique provocam mortos e afetam centenas de milhares de pessoas. AP Photo
Segundo informação da base de dados do INGD, com informação até às 19:00 (17:00 de Lisboa) de segunda-feira, as cheias que se registam em vários pontos de Moçambique já afetaram o equivalente a 170.253 famílias. Desde 07 de janeiro, foram registados ainda 112 feridos e nove desaparecidos na sequência destas cheias, além de 3.548 casas parcialmente destruídas, 817 totalmente destruídas e 165.946 inundadas, agravando os números anteriores. Desde o início da época das chuvas, em outubro, incluindo as cheias de janeiro, há registo de 153 mortos, além de 254 feridos e de 844.372 pessoas afetadas, segundo os dados do INGD.
Em 16 de janeiro, o Governo decretou o alerta vermelho nacional. De acordo com os dados atualizados, estão atualmente ativos 77 centros de acomodação, com 76.251 pessoas. Nesta atualização, contabiliza-se ainda que foram afetadas desde 07 de janeiro 229 unidades sanitárias e 316 escolas, cinco pontes e 1.992 quilómetros de estrada. O registo do INGD aponta também para 440.842 hectares de área agrícola afetados, dos quais 275.405 dados como perdidos, atingindo a atividade de 314.780 agricultores, além da morte de 408.115 cabeças de gado, entre bovinos, caprinos e aves. A União Europeia, os Estados Unidos, Portugal, Angola, Espanha, Timor-Leste, Suíça, Noruega e Japão, além de países vizinhos, já anunciaram e enviaram ajuda humanitária de emergência.
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