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Brexit: Centenas de milhares concentram-se em Londres contra saída da UE

19 de outubro de 2019 às 21:28

A apenas doze dias do anunciado divórcio entre o Reino Unido e a UE, o protesto revelou o descontentamento de uma parte importante da sociedade britânica.

Centenas de milhares de pessoas concentraram-se este sábado junto ao parlamento britânico para exigir um segundo referendo sobre o ‘Brexit’, quando a Câmara dos Comuns impôs a aprovação de legislação que regulamente o acordo de saída.

Os ativistas da campanha People's Vote exigem desde a sua formação em 2008 a convocação de um novo referendo sobre o acordo final do ‘Brexit’, onde também possam decidir se pretendem permanecer na União Europeia (UE) ou sair sem acordo.

A campanha multipartidária, apoiada por vários grupos independentes pró-europeus (Open Britain, European Movement UK, Our Future Our Choice e Wales For Europe) convocou manifestações no passado, mas este ‘supersábado’, como foi descrito por alguns media, foi a mais participada, com os organizadores a referirem-se a um milhão de pessoas na rua.

A apenas doze dias do anunciado divórcio entre o Reino Unido e a UE, o protesto revelou o descontentamento de uma parte importante da sociedade britânica.

A Câmara dos Comuns votou hoje a favor de uma proposta que força o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, a pedir um adiamento do 'Brexit' até ser aprovada no parlamento britânico a legislação que regulamente o acordo de saída.

A proposta foi aprovada por 322 votos a favor e 306 votos contra, devido ao apoio do Partido Democrata Unionista (DUP) da Irlanda do Norte e de antigos deputados conservadores atualmente a exercer como independentes.

A iniciativa para suspender os efeitos da votação ao acordo foi apoiada pelo Partido Trabalhista e pelos outros países da oposição, apesar dos pedidos do governo para ser retirada.

Em resposta, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, recusou pedir um adiamento do 'Brexit' previsto na lei, a aprovação da proposta no parlamento para suspender o voto sobre o acordo de saída.

"Não vou negociar um adiamento, nem a lei me obriga a fazê-lo", alegou, acrescentando que "mais um adiamento seria mau para este país ou para União Europeia e mau para a democracia", indicou.

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