Secções
Entrar

Bill e Hillary Clinton aceitam testemunhar no caso Epstein

Renata Lima Lobo 03 de fevereiro de 2026 às 10:49

O casal Clinton tem contestado as intimações emitidas pela Câmara dos Representantes. Mas mudou de ideias.

O comité da Câmara dos Representantes responsável por fiscalizar o Governo federal - o House Comitte on Oversight and Accountability – emitiu intimações para que os Clinton testemunhassem na investigação relacionada com o caso Epstein. Inicialmente, o ex-presidente e a ex-secretária de Estado recusaram, arriscando a detenção, mas mostram-se esta segunda-feira disponíveis para testemunhar.
Bill e Hillary Clinton em Houston (2024) AP Photo/LM Otero
Segundo a , foi o presidente da Comissão de Supervisão da Câmara, o republicano James Comer, que pressionou o casal com ameaças de desobediência e consequente acusação criminal. Os advogados dos Clinton acabaram por enviar um email à equipa do Comité de Supervisão, afirmando que o casal aceitaria as exigências de Comer e "compareceria para depoimentos em datas mutuamente acordadas".
No entanto, Comer rejeitou a proposta dos advogados para que Bill Clinton desse uma entrevista transcrita e Hillary Clinton apresentasse uma declaração sob juramento. O republicado insistiu que os Clinton comparecessem para depoimentos perante o comité. Documentos mostram que Bill Clinton se relacionou com Epstein no final da década de 1990 e início dos anos 2000, mas o ex-presidente não foi acusado de qualquer tipo de irregularidade. Por sua vez, o casal Clinton tem acusado Comer de politizar a investigação, nomeadamente ao não responsabilizar a administração Trump pelos atrasos na divulgação dos ficheiros Epstein. Historicamente, o Congresso - composto por Câmara dos Representantes e Senado - tem demonstrado deferência para com os ex-presidentes. Nunca nenhum foi obrigado a depor perante os legisladores, embora alguns o tenham feito voluntariamente.
Artigos Relacionados
Artigos recomendados
As mais lidas