Avião russo interceptado após manobra perigosa junto de porta-aviões britânico
O Governo britânico confirmou esta segunda-feira a interceção de um avião russo que se "aproximou repetidamente" do porta-aviões britânico HMS Prince of Wales quando navegava no Mar da Noruega, no âmbito de manobras da NATO.
O Ministério da Defesa comunicou na rede social X que "uma aeronave de patrulha marítima russa do tipo 'Bear-F' se aproximou repetidamente" do porta-aviões na semana passada, que "operava no mar da Noruega no âmbito da operação 'Firecrest'".
"O 'Bear-F' sobrevoou a baixa altitude e perigosamente perto do HMS Prince of Wales, lançando um grande número de boias hidroacústicas muito perto do porta-aviões", afirmou.
O 'Bear-F' é um avião russo de vigilância marítima e de combate antissubmarino. As bóias hidroacústicas são sondas usadas para detetar a presença de submarinos.
"Esta atividade foi perigosa e pouco profissional", salientou.
Na sequência desta interação, "o avião russo foi intercetado e escoltado por dois caças F-35 britânicos do 'HMS Prince of Wales' até abandonar a zona".
As autoridades russas ainda não se pronunciaram sobre este incidente, que ocorreu a 02 de julho.
A mobilização do porta-aviões e dos navios que o acompanham insere-se no âmbito da operação "Sentinela do Ártico, da NATO, lançada em fevereiro para reforçar a segurança nesta região.
A iniciativa visava também apaziguar o presidente norte-americano, Donald Trump, e acalmar a crise entre os países europeus e os EUA relativamente à Gronelândia, face às ameaças de Washington de se apoderar da ilha pertencente à Dinamarca.
Desde a invasão russa da Ucrânia em 2022 e o aumento das tensões entre a NATO e a Rússia, a Aliança reforçou consideravelmente a sua presença e vigilância no Atlântico Norte e na região do Ártico.
A presença de aviões e navios russos é detetada regularmente, como em março, quando caças noruegueses foram mobilizados várias vezes para identificar aeronaves russas, durante um exercício da NATO no extremo norte da Noruega.