Uma série para ver esta semana: "Mad Men"
“Mad Men” acompanha o mundo da publicidade na Nova Iorque dos anos 60, num retrato de ambição, desejo e identidades cuidadosamente fabricadas. Disponível na Disney+ e Prime Video.
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Edição de 21 a 27 de julho
Uma série para ver esta semana: 'Mad Men'
Nova Iorque, início da década de 1960. Na agência Sterling Cooper, homens de fato escuro vendem cigarros, carros e a promessa de uma vida melhor enquanto escondem as fissuras das suas próprias existências. No centro está Don Draper, um publicitário brilhante e enigmático que parece dominar a arte de transformar desejos em slogans, mas cuja identidade assenta sobre um terreno instável. Sem depender de grandes reviravoltas, Mad Men acompanha as mudanças sociais de uma década através das relações de poder, das rivalidades profissionais e das personagens que tentam encontrar um lugar num mundo feito para as manter quietas.
A série distingue-se pela escrita paciente e pela atenção ao que permanece por dizer. Um silêncio numa sala, um copo servido a meio da tarde ou uma campanha publicitária podem revelar tanto quanto um grande discurso. Mais do que uma recriação elegante dos anos 60, Mad Men observa o racismo, a misoginia, o consumo e a solidão escondidos sob o verniz do sonho americano.
Draper é interpretado por Jon Hamm, acompanhado por Elisabeth Moss como Peggy Olson, January Jones como Betty Draper, Christina Hendricks como Joan Holloway, John Slattery como Roger Sterling e Vincent Kartheiser como Pete Campbell. O elenco inclui ainda Jared Harris, Kiernan Shipka e Robert Morse.
Exibida entre 2007 e 2015, ao longo de sete temporadas, Mad Men tornou-se uma das séries mais influentes da televisão contemporânea. Venceu 16 Emmys, incluindo quatro consecutivos de Melhor Série Dramática, e foi a primeira produção de um canal de cabo básico a conquistar essa categoria.
Jon Hamm recebeu também o Emmy de Melhor Ator em Série Dramática em 2015. Nos Globos de Ouro, a produção foi distinguida três vezes como Melhor Série Dramática, enquanto Hamm venceu duas vezes como melhor ator. Mais do que uma coleção de prémios, porém, ficou uma série capaz de olhar para o passado sem nostalgia e de mostrar que, por trás de cada imagem perfeita, há quase sempre alguém a tentar convencer os outros de que é feliz.