Disponível em Portugal na HBO Max, a série criada por Jesse Armstrong acompanha a luta pelo controlo de um império mediático familiar, com Brian Cox no papel do patriarca Logan Roy.
Em Succession, a família é também uma empresa, um campo de batalha e uma moeda de troca. A série criada por Jesse Armstrong acompanha os Roy, donos da Waystar Royco, um poderoso grupo de media e entretenimento, num momento em que a sucessão de Logan Roy deixa de ser uma hipótese distante e passa a contaminar todas as relações à sua volta. Entre reuniões, alianças instáveis e conversas carregadas de subtexto, a série transforma a disputa pelo poder numa autópsia feroz ao privilégio, à ambição e à dependência emocional.
Grande parte desse centro de gravidade está em Brian Cox, que interpreta Logan Roy como uma figura imponente, cruel, imprevisível e difícil de substituir. À sua volta movem-se os filhos: Kendall, interpretado por Jeremy Strong, marcado pela necessidade de provar que está à altura; Roman, de Kieran Culkin, que usa o sarcasmo como escudo; Shiv, de Sarah Snook, habituada a circular entre política, estratégia e lealdades variáveis; e Connor, interpretado por Alan Ruck, o filho mais distante da máquina empresarial. O elenco completa-se com Matthew Macfadyen, Nicholas Braun, J. Smith-Cameron, Hiam Abbass, Arian Moayed e Alexander Skarsgård.
O êxito de Succession explica-se não tanto pela pergunta sobre quem vai herdar a empresa mas mais pela forma como a série escreve essa guerra. Os diálogos são rápidos, por vezes brutais, muitas vezes cómicos, e revelam personagens que raramente dizem apenas aquilo que parecem estar a dizer.
Ao longo de quatro temporadas, a produção tornou-se uma das séries mais premiadas e discutidas da televisão recente, reconhecida pelo argumento, pelas interpretações e pela capacidade de fazer de uma família milionária um retrato desconfortavelmente reconhecível sobre poder, medo e necessidade de aprovação.