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Quantos de nós serão Catarinas?

Catarina e a Beleza de Matar Fascistas, de Tiago Rodrigues, estreia este fim de semana em Guimarães e leva a palco a distopia de um Portugal governado pela extrema-direita.

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Edição de 3 a 9 de fevereiro
Filipa Vaz Teixeira 18 de setembro de 2020 às 13:00

Portugal, 2028. Uma família junta-se num montado alentejano, em Baleizão, para, conforme tradição com mais de 70 anos, matar um fascista no dia 19 de maio, dia em que a ceifeira Catarina Eufémia foi assassinada a tiro por um agente da Guarda Nacional Republicana, em 1954. Catarina, filha, personagem interpretada por Sara Barros Leitão, é chamada para cumprir o seu primeiro assassinato, privilégio dado a cada Catarina da família – homem ou mulher, assim chamados para honrar a memória de Eufémia – quando chegados aos 26 anos. Mas no momento de disparar, a dúvida toma conta dela, divide a sua voz, multiplica a desconfiança e ateia um fogo no seio da família de desfecho imprevisível.

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