Uma fugitiva, um perseguidor, um encontro casual, um amor prometido e um casamento gorado -- da combinação destas peças se faz o arranque de Refúgio Proibido, a primeira micronovela com o selo Correio da Manhã, jornal do grupo Medialivre, que detém a SÁBADO. Lançada esta sexta-feira, 17 de abril, a série está disponível na íntegra para visualização na página do CM, com um total de 17 episódios.
O microdrama começa com Beatriz (Leonor Silva), uma mulher em vestido de noiva numa floresta, em fuga da relação violenta com o seu prometido (Pedro Rodil). A noiva cruza-se com um pastor, Miguel (Helder Afonso) que lhe oferece refúgio na sua casa e, ao ser confrontado pelo perseguidor, mente, encaminhando-o noutra direção. Enquanto isso, a chegada de Beatriz à casa do pastor vem provocar a sua prima, Sofia (Inês Sofia Monteiro), que, desconfiada, encara-a como uma ameaça.
"É uma história muito atual, sobre violência doméstica, mesmo que não esteja no que estamos a ver", diz à SÁBADO Jorge Cardoso, realizador, argumentista e produtor de Refúgio Proibido, acrescentando que "é sobre uma noiva que descobre no dia do casamento que o homem por quem estava apaixonada é violento, e em vez de carregar isso às costas decide quebrar o destino fatal".
Com episódios curtos de cerca de um minuto e meio a 2 minutos, filmados em modo retrato vertical e com uma ação que avança vertiginosamente, a produção original da Loopdrama Studios enquadra-se na tendência crescente de micronovelas – também chamadas de microdramas ou novelas verticais – que já se tornaram fortes apostas a nível global, procuradas pela conveniência do consumo em smartphone, pouca exigência em termos de tempo e narrativa direta e sem rodeios. O conceito começou na China, na viragem dos anos 2020, e representa já uma indústria avaliada em mais de 7 mil milhões de euros internacionalmente, reporta a Buzzfeed.
"É um formato novo para todos nós, caminha-se os primeiros passos e ainda estamos a aprender", diz Jorge Cardoso sobre os microdramas, explicando que "tem nuances muito próprias: é um formato pouco cinematográfico, que expõe os atores um pouco mais, e em que a emoção é o elemento mais importante da narrativa".
"Vamos fazer história, como fazemos sempre, criando conteúdos que vão ao encontro do interesse dos nossos consumidores", disse ao CM Isabel Rodrigues, administradora do grupo Medialivre, referindo o sucesso do formato em países como Estados Unidos, Brasil ou Japão. "Estamos muito orgulhosos de estrear em Portugal este formato, que é uma mistura de Tik Tok com a Netflix, perfeitos para quem não tem muito tempo", acrescentou.
Veja aqui o trailer de Refúgio Proibido:
O primeiro trailer de Refúgio Proibido