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"O Jacaré": Basil da Cunha, a Reboleira e um filme que não é "nem comercial nem de festival"

Bastião do cinema português da periferia, Basil da Cunha despede-se da Reboleira levando-a consigo. "O Jacaré" inaugura uma fase em que comentário social e cinema comercial se confundem.

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Sucessor de "O Fim do Mundo" e "Manga d'Terra", "O Jacaré" encerra o tríptico de Basil da Cunha centrado no bairro onde viveu
Sucessor de "O Fim do Mundo" e "Manga d'Terra", "O Jacaré" encerra o tríptico de Basil da Cunha centrado no bairro onde viveu D. R.

Os traços reconhecíveis de Basil da Cunha tornam-se rapidamente evidentes em O Jacaré, a terceira longa-metragem de um tríptico que inclui ainda O Fim do Mundo (2019) e Manga d'Terra (2023), e que o realizador assume como "a despedida da Reboleira". Em primeiro plano está o bairro, personagem coletiva que, apesar das desavenças e multiplicidades das pessoas que o compõem, não deixa de ser o protagonista das histórias do luso-suíço de 41 anos, que para lá se mudou quando veio viver em Lisboa. "O bairro está a desaparecer, e estes filmes acabam por ser importantes porque são a memória da Reboleira", diz à SÁBADO, por vídeochamada. 

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