O guitarrista e compositor Mário Pacheco celebra a sua música no próximo dia 17 de dezembro, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, com orquestra e músicos convidados, foi divulgado esta segunda-feira.
O concerto "A Música de Mário Pacheco", com direção musical de Diogo Clemente, conta com uma orquestra, sob a direção do maestro João Defesa, e a participação dos músicos convidados Jaques Morelenbaum, João Barradas, Ricardo Toscano e Fernando Dalcin.
Além da composição "Cavaleiro Monge", de Mariza, Mário Pacheco é autor, entre outras, das composições "Soneto da Fidelidade", de Rodrigo Costa Félix, "Rosa Noturna", do repertório de Ana Sofia Varela, ou "Das Cinco às Sete", de Camané, ou "Há Uma Música do Povo", de Mariza.
O músico, filho do guitarrista António Pacheco, celebrizado pelo bordão "anda Pacheco", de Hermínia Silva (1907-1993), cresceu na tradição fadista, tendo aprendido a tocar guitarra portuguesa com o pai, mas estudou com outros mestres, como Armandinho (1891-1946), Carlos Paredes (1925-2004) e Fontes Rocha (1928-2011).
Para Mário Pacheco, a guitarra portuguesa é o instrumento que "mais expressivamente define o fado".
Entre outros fadistas, acompanhou Amália Rodrigues, Alfredo Marceneiro, Hermínia Silva, Max, Fernando Maurício, Beatriz da Conceição, Maria da Fé, Vicente da Câmara, Paulo de Carvalho, Mísia, Camané, Cuca Roseta, Mariza, Carlos do Carmo, Ana Sofia Varela e Rodrigo Costa Félix.
Pacheco compôs para Carlos do Carmo, Mariza, Camané, Carminho, Sara Correia, Cuca Roseta, Mísia, Ana Sofia Varela, Rodrigo Costa Félix, Joana Amendoeira, Jorge Fernando, Paulo Bragança ou Paulo de Carvalho.
Em 2006, recebeu o Prémio Amália Rodrigues/Melhor Compositor, que juntou a outras distinções como o ter sido considerado pela revista britânica Songlines no "Top of the World Album".
A Câmara de Lisboa entregou-lhe a Medalha Municipal de Mérito, Grau Ouro, em 2012, e o Estado Português condecorou-o, em 2015, com o grau de comendador da Ordem do Infante D. Henrique.
O guitarrista que abriu o Clube do Fado, em Lisboa, em abril de 1995, participou no filme "Fados" (2007), de Carlos Saura, e editou três álbuns, "Um Outro Olhar" (1992), "A Música e a Guitarra" e "Livre" (2020).
Mário Pacheco afirmou: "A minha vida é o fado, o meu mundo é a música e o meu desejo é ser livre".